A doença se caracteriza por uma preocupação exagerada com o tipo de alimento consumido. Os ortoréxicos acreditam que apenas as comidas naturais - muitos vegetais, cereais, ausência de carnes ou enlatados - fazem bem ao organismo.
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Embora já estejam comprovados os benefícios deste tipo de alimento, os ortoréxicos acabam prejudicando a si próprios por levarem a rigidez alimentar ao extremo.
O problema se inicia quando a preocupação com a alimentação começa a tomar grande parte do dia destes indivíduos. Os ortoréxicos não medem esforços para comprar seus alimentos: percorrem longas distâncias e pagam valores muito superiores ao dos alimentos comuns. Além disto, estes indivíduos se recusam a comer na casa de amigos e parentes por não saberem o que será servido. Quando deixam de cumprir com seus objetivos, são tomados por grande sentimento de culpa e em seguida tornam-se ainda mais radicais, o que aponta o caráter doentio de seu comportamento.
Alguns estudiosos do assunto acreditam que a ortorexia possa ser um desdobramento da anorexia. Neste caso, o indivíduo usaria o subterfúgio de comer apenas alimentos saudáveis para evitar consumir alimentos em quantidades normais.
Por outro lado, há os que apontam haver diferenças importantes entre a anorexia e a ortorexia: enquanto na primeira o problema está na quantidade de comida ingerida, na segunda a questão é a preocupação com tipo de alimento escolhido.
A ortorexia pode acarretar graves prejuízos à saúde, caso o ortoréxico não substitua os alimentos que evita consumir por outros que lhe ofereçam o mesmo complemento nutricional. Entre as conseqüências negativas encontram-se quadros de anemia e carência vitamínica. Mas este distúrbio não acarreta apenas danos físicos. No campo social, ele acaba desencadeando uma retração e fazendo com que a pessoa restrinja seu rol de amizades a pessoas que se alimentem como ela. O isolamento social é um prejuízo às vezes mais difícil de reparar do que os próprios danos físicos.
Antes de finalizar, cabe dizer que se alimentar à base de comidas saudáveis e naturais pode ser muito útil à saúde. Mas quando esta forma de alimentação torna-se uma obsessão, ela pode gerar prejuízos físicos e psíquicos. Neste caso, a consulta a um psicólogo ou psiquiatra se faz recomendada para impedir que o problema se agrave.
Por: Flávia Leão Fernandes
CRP 06/68043
Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar
com enfoque em obesidade.
Depois que li vi que sou assim mesmo deixo de sair para não comer na casa de ninguém evito o maximo de passar dias na casa de alguém até de viajar será que é uma doença mesmo\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\/
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