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De acordo com a dermatologista
Inaya Lavor, a exposição
ao sol é uma grande aliada
para os pacientes que possuem psoríase,
uma doença
genética e inflamatória
da pele que não tem cura.
Mas pode ser controlada, pois os
raios ultravioletas destroem as
células da pele que desencadeiam
a doença. O sol atua como
antiinflamatório.
Este
foi o caso da professora Clarisse
Almeida dos Santos, 29
anos: “Eu sempre convivi
com a doença. No verão,
eu procuro ficar exposta todos
os dias das 8h às 10h. Mas
tenho que tomar cuidado para não
ocorrer queimaduras”.
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A psoríase é uma doença
genética que afeta cerca de 2% da
população mundial. “Além
da predisposição genética,
existem fatores que podem desencadear ou
agravar a doença, como estresse
emocional, traumas ou irritações
na pele, quadros infecciosos, baixa umidade
do ar e uso de alguns medicamentos. Portanto, é muito
importante que a dermatologista seja informada
de todos os fatores que ocorrem no seu
dia-a-dia”, explica Inaya.
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“Existem
várias formas de
tratamento, desde tópicos,
medicamentos injetáveis
e orais ou banhos de luz
(fototerapia).” |
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A
doença se manifesta por
meio de manchas avermelhadas e
descamativas, principalmente nas
regiões do cotovelo, joelho
e couro cabeludo. “No entanto,
em casos mais graves, ela pode
atingir diversas partes do corpo,
inclusive as articulações”,
afirma a médica. |
Segundo a dermatologista, alguns medicamentos
podem realmente piorar o quadro. “O
uso de corticóides injetáveis
ou via oral deve ser evitado, pois proporciona
uma melhora imediata, mas pode resultar
em piora acentuada da situação”,
esclarece.
Mas quais as causas da doença? “As
causas exatas da psoríase ainda
não estão totalmente esclarecidas.
Todas as pesquisas científicas
demonstram que a hereditariedade desempenha
um importante papel e, em 30% dos casos,
existem antecedentes familiares de psoríase”,
diz a médica.
Tratamentos
Existem várias formas de tratamento,
desde tópicos, medicamentos injetáveis
e orais ou banhos de luz (fototerapia). “Antes
de iniciar o tratamento, os pacientes
devem ser examinados pela dermatologista
que avaliará as circunstâncias
de cada caso e escolherá qual
o esquema mais adequado para cada situação”,
afirma Inaya.
Segundo a médica, a maioria dos
pacientes tem formas leves e moderadas
de psoríase, que podem ser controladas
com tratamentos locais. “As pomadas,
loções, xampus, géis
e sprays à base de corticosteróides,
coaltar, antralina e calcipotriol já são
suficientes” diz.
Nas formas mais
extensas, além
da fototerapia – que deve ser
feita duas ou três vezes por
semana -, podem ser utilizados medicamentos
de uso interno como acitretina, ciclosporina
e metotrexato. “Todos exigem
supervisão médica e exames
laboratoriais seriados para o controle
de possíveis efeitos colaterais.
Em todas as situações, é muito
importante o uso diário de hidratantes
e substâncias que ajudem a manter
a pele com menos escamas,” indica
a dermatologista.
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