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Quero começar este texto,
pedindo a você que responda
a um questionário. Não
é necessário papel
e caneta. Faça isso de cabeça.
Este mini-teste está dividido
em duas partes. Este é o
primeiro conjunto de perguntas:
1. Cite as cinco pessoas mais ricas
do mundo hoje.
2. Cite os últimos vencedores
da corrida de São Silvestre.
3. Cite as vencedoras do Concurso
de Miss Brasil nos últimos
cinco anos. Muito difícil?
Está bem. Então fale
o nome da última vencedora.
4. Cite dez pessoas que ganharam
o Prêmio Nobel ou Pulitzer.
(Está bem, mencione apenas
cinco! Ou três!) |
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5. Cite os seis últimos vencedores
do Oscar de melhor ator ou atriz.
6. Cite os vencedores, na última
década, das Copas do mundo de futebol.
Ou, se for muito difícil, dê
o nome dos melhores jogadores dos cinco
últimos jogos da Copa.
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“Não
ligue para as barreiras tolas
levantadas pela sociedade
ou pela própria pessoa.
Avance confiante e faça
diferença” |
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Você
provavelmente não saberia
citar nem três nomes de cada
uma dessas categorias, muito menos
de todos esses indivíduos.
Por quê? Apesar do sucesso
na ocasião e das realizações
significativas bem recompensadas,
os prêmios famosos se vão,
e a lembrança de quem os
recebeu desaparece rapidamente.
Vamos tentar, agora, a segunda parte
do questionário: |
1. Cite dois professores que fizeram
diferença em sua vida.
2. Cite três amigos que estiveram
ao seu lado durante um período
difícil.
3. Cite uma ou duas pessoas que acreditaram
em você e que pensam em você
como alguém de valor.
4. Cite cinco pessoas com quem gostaria
de passar um final de semana só
por ser divertido estar com elas e a quem
admira muito.
5. Cite três ou quatro heróis,
vivos ou mortos, cujas vidas inspiraram
e encorajaram você.
Como foi dessa vez? Aposto que tirou
"A". Na verdade, se houvesse
tempo suficiente, você poderia ter
citado mais nomes para cada pergunta.
Por quê? Porque as pessoas que fazem
diferença
na vida não são aquelas
com as credenciais mais impressionantes,
nem as que possuem maiores portfólios.
Não são sequer indivíduos
que ganharam mais prêmios, nem aqueles
cujos rostos aparecem nas capas de
revistas.
Essas pessoas causam pouco impacto em
nossas vidas. É por isso que esquecemos
os seus nomes. As que fazem verdadeira
diferença são aquelas que
se aproximaram de nós. Tornaram-se
amigos queridos e, em alguns casos, nossos
heróis. É interessante que,
quando se trata de heróis genuínos,
a aparência
exterior nada significa. O QI deles ou
o desempenho que tiveram na escola não
faz diferença alguma para nós.
Nada disso importa.
O que vale são as qualidades notáveis
que os tornaram memoráveis. Permita-me
fazer mais algumas perguntas. Sei que
estou ficando bastante pessoal. Quando
tiver saído desta cena terrena,
como as pessoas se lembrarão de
você? Que qualidade de caráter
perdurará na memória deles,
levando-as dizer que a sua vida foi importante?
Por que desejariam parar diante do seu
nome gravado em granito? Algumas histórias
são tão boas que vale a
pena repeti-las. Esta eu li no livro de
Earl Nightingle, “Percepção
- The way up”. Trata-se da história
de um jovem que decidiu fazer diferença,
e aí descobriu que um único
ato de bondade transformou sua vida inteira.
“Numa noite tempestuosa há
muitos anos atrás, um senhor idoso
e sua esposa entraram no saguão
de um pequeno hotel em Filadélfia.
O homem levou a esposa até uma
poltrona e depois dirigiu-se à
recepção.
– Todos os grandes hotéis
da cidade estão cheios. Por favor,
vocês teriam um lugar para nós?
O funcionário explicou que, como
se realizavam três convenções
na cidade, não havia nenhum quarto
disponível em nenhum lugar.
- Todos os nossos quartos também
estão cheios, disse ele. Todavia,
não posso deixar um casal simpático
como vocês sair na chuva a uma da
manhã. Estariam dispostos a dormir
no meu quarto?
O homem replicou que não gostaria
de privá-lo de seu quarto, mas
o recepcionista insistiu:
– Não se preocupe, eu me
arranjo.
Na manhã seguinte, ao pagar a conta,
o velho disse ao rapaz:
– Você é o tipo de
pessoa que deveria gerenciar o melhor
hotel do país. Talvez um dia construa
um para você.
O
rapaz olhou para o casal e sorriu.
Os três acabaram rindo e muito.
A seguir ele os ajudou a levar as
malas até a rua. Dois anos
se passaram, e o recepcionista já
se esquecera do incidente, quando
recebeu uma carta daquele senhor.
Nela ele relembrava a noite de tempestade
e incluía uma passagem de ida
e volta a Nova Iorque.
Quando o moço chegou a Nova
Iorque, o homem levou-o à esquina
da Quinta Avenida com a rua Trinta
e Quatro e apontou para um enorme
prédio, um verdadeiro palácio
de pedras avermelhadas com torres
e vigias, como um castelo de fadas
elevando-se até o céu.
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“Quer
aqueles a quem ajudemos
sejam pobres, ricos, de
classe média, negros,
brancos, amarelos ou pardos,
tudo o que se espera de
nós é que
lhes estendamos uma palavra,
um gesto de amizade.”
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Fênix 212
– Esse, disse o homem, é
o hotel que acabei de construir para você
tomar conta.
– O senhor deve estar brincando,
falou o jovem, sem saber se devia ou não
acreditar nas palavras do outro.
– Não estou brincando não,
respondeu o outro com um sorriso travesso.
– Afinal de contas quem é
o Senhor?
- Meu nome é William Waldorf Astor.
Estamos dando ao hotel o nome de Waldorf
Astoria e você vai ser seu primeiro
gerente. O nome do rapaz era George C.
Boldt, e essa é a história
de como ele saiu de um pequeno e medíocre
hotel em Filadélfia para tornar-se
gerente do que era então um dos
hotéis mais finos do mundo.”
Astor sabia que a bondade demonstrada
por Boldt fora espontânea, sem pensar
em tirar qualquer proveito dela, e por
isso teve início uma amizade que
superou todas as barreiras de status social
e financeiro.
O recepcionista – que certamente
recebia apenas um modesto ordenado –
decidiu ajudar um estranho por perceber
a sua real necessidade. Mal sabia ele
que estava cedendo seu quarto a um dos
homens mais ricos daquele país.
Ele poderia muito bem ser apenas mais
um homem de negócios, à
procura de um quarto naquela noite tempestuosa
e fria. Por outro lado, aquela semente
de amizade, uma vez plantada, germinou
para o recepcionista na forma de um cargo
muito superior e de maior prosperidade
financeira.
Narrei essa história aqui por
uma única razão. Quer aqueles
a quem ajudemos sejam pobres, ricos, de
classe média, negros, brancos,
amarelos ou pardos, tudo o que se espera
de nós é que lhes estendamos
uma palavra, um gesto de amizade. Se o
fizermos com o fito de obter lucro, já
teremos recebido a nossa recompensa e
tudo termina aí. Mas, se nos mostrarmos
generosamente solícitos, e compadecidos
daqueles que nos rodeiam, seremos abençoados
para sempre. Não ligue para as
barreiras tolas levantadas pela sociedade
ou pela própria pessoa. Avance
confiante e faça diferença.
“O coração do homem
é como um moinho que trabalha sem
parar. Se não há nada para
moer, corre o risco de triturar a si mesmo.”
Martin Lutero
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