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"Se me pedissem que desse um único
conselho que fosse mais útil para
a humanidade, seria este: espere alguma
dificuldade como uma parte inevitável
da vida, e quando ela chegar fique com
a cabeça erguida, olhe-a direto
nos olhos e diga: – Eu vou ser maior
do que você. Você não
pode me derrotar". Ann Landers
A história costuma exaltar os indivíduos
que chegaram ao topo ou que, de alguma
forma, tornaram o mundo melhor. Seria um
erro acreditar que nossos heróis
calcularam cada movimento, encaixando deliberadamente
cada peça do quebra-cabeça
da vida. |
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Na realidade muitos deles enfrentaram mudanças – inesperadas
ou indesejadas – que exigiram muita coragem.
Mesmo assim, eles não deixaram que as
circunstâncias os impedissem de atingir
seus objetivos.
Enfrentar algumas das mais duras realidades
da vida requer coragem. Winston Churchill via
na coragem um ponto de partida. Ele disse: "A
coragem é a primeira entre as qualidades
humanas, porque é a qualidade que garante
todas as outras". Ele não estava
falando apenas de coragem em termos épicos
– aquela associada a personalidades famosas e
grandes acontecimentos – mas da coragem do dia-a-dia.
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“A
vida é dura... e nem sempre é justa.
Mas isso não quer dizer
que ela não possa ser boa,
gratificante e prazerosa.”
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Mais do que qualquer outra coisa, coragem é uma
decisão. É a decisão
de ir fundo e em busca do nosso próprio
caráter, de achar a fonte de nossa
força quando a vida nos decepciona. É a
decisão que temos de tomar se queremos
nos tornar plenamente humanos.
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Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais
conhecidos da história da música.
Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de
um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven
não levava uma vida luxuosa. Aos oito
anos ele fez sua primeira apresentação
em público como pianista. Apesar do talento
prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai
dominador, rabugento e bêbado, que o forçava
a tocar para divertimento de seus amigos.
Quanto mais o velho Beethoven tentava
conciliar o ciúme
que sentia do talento do filho com o desejo
de que ele fosse bem sucedido, mais ele
se tornava violento. Em 1787, Beethoven
partiu rumo a Viena para estudar com os
mestres. Ignorante quanto aos costumes
da alta sociedade e descuidado com a própria
aparência, ele não se entrosava
com os sofisticados músicos Vienenses.
Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante.
Quando sua estrela começava a subir, a
morte de sua mãe obrigou-o a voltar para
Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar
a família. Ao retornar a Viena alguns
anos mais tarde, Beethoven buscou orientação
com Haydn e outros compositores proeminentes
da época, como Albrechtsberger e Salieri.
Logo, ele estava criando sinfonias e executando
suas próprias composições
ao piano.
Quando tudo parecia dar certo, algo começou
a dar muito errado: aos trinta e poucos
anos, Beethoven começou a ter problemas
de audição.
Um distúrbio inicialmente sutil
foi piorando rapidamente até que,
em poucos anos, ele ouvia apenas sons
distorcidos e não conseguia distinguir
qualquer som alto. A cruel ironia da situação
- o músico que não podia
mais ouvir a própria música
- levou Beethoven ao desespero profundo.
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não pudesse continuar a tocar, Beethoven
não dobrou suas partituras e procurou
isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia
compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva
ainda mais complexa e apaixonada. Esse fôlego
renovado resultou na terceira sinfonia, a
Heróica, que agitou o mundo da música. |
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“Enfrentar
algumas das mais duras realidades
da vida requer coragem.”
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Paradoxalmente à medida que sua audição
se deteriorava, sua música florescia.
Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos
- a Quinta e a Sexta Sinfonia - em 1808,
e em 1823 compôs a Nona Sinfonia.
Inspirado no grande poema de Schiller,
Ode à Alegria, a Nona Sinfonia
personificou os ideais do Iluminismo,
desde a declaração de independência
até a ciência emergente da
era industrial. Escrita por um compositor
quase completamente surdo é considerada
uma das maiores obras de arte já
realizadas.
Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela
perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido
um importante marco para o progresso humano.
Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva
tão preciosa quanto seu gênio musical:
a coragem de enfrentar mudanças devastadoras,
recusando-se a deixar seu talento murchar por
causa de um golpe do destino.
O teólogo Paul Tillich definiu este tipo
de coragem como a verdadeira coragem, que consistia
em dizer sim à vida apesar da dor e de
todas as dificuldades que fazem parte da existência
humana. Ele disse que era preciso demonstrar
coragem diariamente para encontrar algo definitivamente
positivo e significativo, tanto a respeito da
vida como de nós mesmos.
A vida é dura... e nem sempre
é justa. Mas isso não quer
dizer que ela não possa ser boa,
gratificante e prazerosa. Ainda há
muitas razões para dizer sim à
vida.
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