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A história é conhecida,
mas vale uma reflexão. Na década
de 1970, Lee Iaccocca era o presidente
da Ford Motor Company com uma atuação
dinâmica e vitoriosa. Ele tinha criado
o Mustang, um carro que vendeu mais unidades
no seu primeiro ano de existência
do que qualquer outro carro na história
do automóvel. Ele tinha levado a
Ford a obter lucros em torno de 1 bilhão
e 800 milhões de dólares
por dois anos seguidos. Ganhava cerca de
970.000 dólares por ano e era tratado
regiamente. Mas vivia à sombra de
Henry Ford II, um homem que Iaccocca descreve
como caprichoso e despeitado. Em 13 de
Julho de 1978 Henry Ford o despediu.
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Menos de quatro meses depois, Iaccocca tornava-se
presidente da Chrysler, uma companhia que havia
anunciado uma perda de 160 milhões de
dólares em três trimestres seguidos,
o pior déficit que ela já tivera.
Iaccocca achou que Chrysler não era bem
administrada – cada um dos seus trinta
e um vice-presidentes estavam trabalhando sozinhos
em vez de trabalharem em conjunto. A escassez
de petróleo de 1979 agravou os problemas
da Chrysler, visto que o preço da gasolina
dobrou e as vendas de carros grandes caíram
rapidamente. Em 1980, a Chrysler perdeu 1 bilhão
700 milhôes de dólares, a maior
perda operacional de empresas dos Estados Unidos.
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“Todo revés
traz dentro de si a semente de um
avanço equivalente. Cabe a
nós apenas procurá-lo”
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Porém
Iaccocca estava transformando seus obstáculos
em oportunidades. Primeiro tinha sido despedido.
Depois chegou a presidente de uma companhia
que a maioria das pessoas pensava estar a
caminho da bancarrota. Sem esses obstáculos,
Lee Iaccocca nunca teria tido a chance de
revelar-se. Ele estava decidido a não
desistir. Concessões da União,
agilização das operações
da Chrysler, a criação de novos
produtos – tudo isso contribuiu para
a recuperação da companhia. |
Em 1982 a Chrysler conseguiu lucros modestos.
Em 1983 obteve os maiores lucros de sua história.
E, em julho daquele ano, liquidou seu controvertido
empréstimo avaliado pelo governo – sete
anos antes de seu vencimento. A Chrysler introduziu
novos modelos que entusiasmaram o público
americano: o econômico carro-K, conversíveis,
e o mini-furgão. As ações
da companhia subiram de dois para trinta e seis
dólares. Seus acionistas ganharam dinheiro
bem como renovada a confiança na empresa.
Seu desafiante slogan tornou-se conhecido na
nação inteira: “Se você conseguir
achar um carro melhor, compre-o!” Lee Iaccocca
chegou a ser um dos mais respeitados líderes
empresariais da América e, quando sua
autobiografia foi publicada em 1984, quebrou
todos os recordes de vendas de livros.
Essas oportunidades não teriam chegado
a Lee Iaccocca se ele não tivesse tido
os obstáculos que teve: ser despedido
da Ford e enfrentar uma situação
de quase bancarrota na Chrysler. Nesses obstáculos,
ele encontrou suas maiores oportunidades.
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