Vem aí o hormônio da saciedade!
Uma pesquisa americana detectou uma substância
no pâncreas que inibe a fome. Seu
nome: PYY.
Como estes estudos estão em evolução,
não se sabe ainda se existem efeitos
colaterais e, tão pouco quais os
efeitos medicamentosos deste novo e promissor
medicamento a médio ou longo prazo.
Mais uma vez a medicina e a indústria
farmacêutica buscam nos remédios
a grande salvação. Esta
é uma grande notícia, pois
demonstra interesse da comunidade médica
com o que é uma preocupação
mundial de estatísticas alarmantes:
a obesidade. Entretanto, sabemos que as
pesquisas, bem como o desenvolvimento
de medicamentos, envolvem milhões
de dólares e é provável
que tenhamos esta pílula somente
daqui a algumas décadas. Nenhuma
indústria farmacêutica irá
se aventurar a gastos astronômicos
a menos que haja retorno em seus investimentos.
Não que os medicamentos sejam fonte
de resposta adequada e única mas
são, sem dúvida, um alento.
Nem é preciso mencionar que a
grande "sacada" é a mudança
dos hábitos alimentares e, principalmente,
do comportamento como um todo. Mudar de
atitude, de postura. Direcionar o paladar,
controlar a fome, a ansiedade, ter uma
atividade física... Enfim, mudar
tudo que não está adequado
e que está conduzindo a uma infelicidade
com o corpo e com o peso. Um medicamento
não é a solução
e nem, tão pouco, o milagre que
proporcionará tal mudança.
Na verdade, o medicamento, que na língua
portuguesa também é chamado
de remédio, apenas remediaria uma
situação. Funcionando mais
ou menos como uma muleta que, em determinados
casos, tem sua indicação.
Há muita polêmica envolvendo
o uso de medicamentos como coadjuvantes
no emagrecimento, isto porque necessitamos
ainda de mais informações
e estudos na área. Tenho certeza
de que muitos dos que leram a matéria
ficaram entusiasmados com a idéia.
Não vêem a hora de que este
remédio mágico alcance as
prateleiras das farmácias...
Não sei ao certo se isto é
bom ou ruim. Só sei que, desde
que trabalho com obesidade, muitos foram
os medicamentos lançados e nenhum,
sem exceção, teve ou tem
o poder de "curar" a gordura.
Por isso, nada de ficar esperando
mais
um grande milagre químico. A conscientização,
a determinação, a força
de vontade, o resgate da auto-estima
e
a valorização do querer
são ainda as grandes molas propulsoras
do emagrecimento. Estes ingredientes,
não são passíveis
de estudo em nenhuma universidade nem
de nenhuma empresa farmacêutica.
Não está em desenvolvimento
nenhum remédio para "potencializar"
o que é inerente e verdadeiro.
Infelizmente...
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