Publicidade

Parte II: Ansiedade Patológica

Declare Guerra aos pêlos
Dando continuidade a este polêmico e discutível tema, hoje falarei sobre a Ansiedade Patológica, ou seja, a ansiedade como um distúrbio, como doença.

Em outros tempos o homem manifestava sua ansiedade quando sentia medo frente a um objeto específico e real. Atualmente, o homem moderno está exposto a perigos e estímulos desencadeadores desta emoção que, em sua maioria, são inespecíficos, como as frustrações amorosas, competitividade profissional, relações humanas turbulentas, problemas relacionados à violência, políticos, religiosos, éticos e tantos outros fantasmas, frutos da eterna briga entre a razão e a emoção, certo e errado, superficial e profundo. Entre o "Ser ou não ser. Eis a questão. "...

Com tantas dúvidas e a necessidade eminente de acertar sempre, o homem se tornou refém da sua própria evolução e colocou-se em posição de alarme diante dos inimigos abstratos e impalpáveis. Tornou-se prisioneiro das suas emoções e sentimentos.

Quando este quadro atinge níveis muito altos, incapacitando e imobilizando as atitudes diante da vida, é sinal de que algo muito mais severo e preocupante está acontecendo. O sinal de alarme sendo disparado de uma maneira contínua e impedindo uma adaptação à situação, este é um sinal de que a Ansiedade Patológica pode estar se instalando.

O excesso de preocupação frente a uma determinada questão, onde há uma descarga contínua de algumas substâncias na corrente sanguínea, traz uma sintomatologia do transtorno de ansiedade.

Na Ansiedade Patológica há todo um quadro psíquico específico, mas é através dos sintomas físicos que é constatada com fidedignidade. Para observar a presença da Ansiedade Patológica é necessário que pelo menos SETE sintomas sejam identificados:

1-tremores ou sensações de fraqueza
2-tensão ou dor muscular
3-inquietação
4-fadiga fácil
5-falta de ar ou sensação de fôlego curto
6-palpitações
7-sudorese, mãos frias e úmidas
8-boca seca
9-vertigens e tonturas
10-náusea e diarréia
11-rubor ou calafrios
12-aumento do número de urinadas
13-bolo na garganta
14-impaciência
15-resposta exagerada à surpresa
16-dificuldade de concentração ou memória prejudicada
17-dificuldade em conciliar e manter o sono
18-irritabilidade

Com certa freqüência, a ansiedade está associada à depressão, à fobia ou a outros sintomas e, nestes casos, deverá ser incluída em outras classificações.

Após ler este texto não fique sugestionado ou preocupado demais. Seja criterioso e tente entender que a ansiedade como doença vai muito além da falta de vontade, disposição e determinação. Ela é uma doença muito severa e que, se diagnosticada, precisa de uma orientação adequada e altamente profissional.

 
 

Sonia Cristina Camargo Bessa
Formada em Psicologia pela FMU, atua há 13 anos na área de Clínica do Emagrecimento. Especialista em Terapia Reichiana (Bioenergética e Linguagem Corporal)
  > Ansiedade: ela novamente
  > O que é ansiedade?
  > E por falar em ansiedade, como anda você?
  > Veja mais matérias aqui